O uso terapêutico da toxina botulínica é relativamente recente e começou em 1980. Essa toxina, quando aplicada em pequenas doses para fins terapêuticos, bloqueia a liberação de acetilcolina, o neurotransmissor responsável por levar as mensagens elétricas do cérebro aos músculos e,

como resultado, o músculo não recebe a mensagem para contrair. Popularmente, a toxina botulínica é mais conhecida por seu uso estético, para atenuar rugas do rosto. Aplicada superficialmente, a musculatura relaxa e a expressão fica, então, menos contraída. Esse é, porém, apenas um de seus usos, porque há outros, muito importantes, com finalidades terapêuticas. Terapeuticamente, ela foi inicialmente aplicada na Oftalmologia, para relaxamento de músculos oculares no tratamento do estrabismo. Menos de uma década depois, ela passou a ser usada também no tratamento de outros distúrbios em que haja espasticidades, como nas sequelas de lesões do sistema nervoso central, traumatismo craniano, lesões medulares ou congênitas, movimentos involuntários como as discinesias e distonias, e mais recentemente para a dor de cabeça