Enxaqueca Crônica

Poucas pessoas sabem, mas existem mais de 150 tipos de dor de cabeça (cefaleia)¹. Entre elas está a enxaqueca, caracterizada por dor de cabeça latejante em apenas um lado da cabeça. Dependendo da intensidade da crise, a pessoa pode ficar impossibilitada de realizar suas atividades habituais e, na fase crítica, desenvolver sintomas como intolerância à luz, aos ruídos e a odores, além de náusea e vômito. Movimentos bruscos do crânio e esforços físico e mental também podem agravar o sofrimento durante a fase aguda

Já a enxaqueca crônica é caracterizada por crises de dores de cabeça que ocorrem por 15 dias ou mais por mês durante 3 meses, sendo que pelo menos 8 dias preenchem os sintomas de enxaqueca.¹

Aproximadamente 2% da população global sofre de enxaqueca crônica3, o equivalente a 4 milhões de pessoas no Brasil. Esta é a terceira doença mais prevalente e a sétima que mais incapacita no mundo4.

Ainda sem cura, a enxaqueca crônica é extremamente debilitante, comprometendo a vida pessoal, profissional, familiar e social dos pacientes. A doença pode ser tratada para atenuar seus sintomas e diminuir os episódios de crises com recurso multiprofissional e multidisciplinar que propiciam melhora na qualidade de vida dos pacientes².

Para tanto, é importante que o indivíduo com enxaqueca crônica tenha consciência de seus hábitos e do quanto eles podem interferir diretamente no desencadeamento de crises. Por exemplo, você pratica alguma atividade física? Alimenta-se de forma balanceada? Dorme bem? Parece bobagem, mas as respostas para estas simples perguntas podem fazer a diferença para concluir o diagnóstico e orientar o melhor tratamento da doença.

Por isso, listamos algumas dicas que podem te ajudar a evitar as crises de dores de cabeça. Vamos a elas?

1

Organizar adequadamente a carga de trabalho, evitando o acúmulo de tarefas e levar tarefas para casa. Acredite, isso é possível mesmo com altas demandas;
2
Estabelecer uma rotina para o sono, com média de 7 a 8 horas por dia.

3
Eliminar os alimentos identificados como desencadeantes das crises, o que varia de pessoa a pessoa, como os que contêm álcool, cafeína e condimentos fortes, por exemplo;

4
Alimentar-se em horários regulares, evitando “pular” as refeições

5
Evitar o uso indiscriminado de analgésicos sem prescrição médica

6
Realizar atividades aeróbicas leves regularmente (mínimo 3x/semana)

7
Inserir em sua rotina atividades que beneficiem o relaxamento e o alívio do estresse, como a prática de hobbies, leituras, meditação, entre outros.

8
Evitar exposição a luz, ruídos e cheiros fortes, especialmente durante as crises;

Não deixe de questionar o médico sobre a sua dieta, pois cada organismo responde de uma forma a determinados grupos de alimentos. Antes de se privar de um ou outro alimento, vale investigar qual interfere diretamente em seu quadro.

 

A enxaqueca é causada por alterações químicas do cérebro que podem ser provocadas por uma série de gatilhos, incluindo estresse , clima, luzes e odores.

Embora cada indivíduo apresente características específicas dentro do quadro da enxaqueca crônica, em geral os fatores que desencadeiam as crises de dor são:

Estresse
9

Falta de rotina para o sono
10

Jejum por muito tempo
11

Traumatismo craniano
12

Ingestão de alimentos que favorecem a enxaqueca
13

Uso de medicamentos vasodilatadores
14

Exposição a ruídos altos, odores fortes
15

Mudanças súbitas da pressão atmosférica
16

Mudanças bruscas de temperatura
17

Atividades intensas ou por longos períodos
18

Variações dos níveis hormonais
20

Os especialistas indicam a realização de um diário, onde o paciente anotará suas atividades cotidianas, como: O que comeu, que horas foi dormir, qual o tempo de duração do seu sono. Também é importante inserir dados sobre as crises que possam coincidir com as rotinas citadas e que ajudarão no diagnóstico e na condução do melhor tratamento.

 

1. Headache Classification Committee of the International Headache Society (IHS). The International Classification of Headache Disorders, 3rd edition. Cephalalgia 2013;33(9):629–808.

2. Ahmed F et al. Chronic daily headaches. Ann Indian Acad Neurol 2012;15(Suppl 1): S40–S50.

3. Natoli J et al. Cephalalgia. 2009 Sociedade Brasileira de cefaleia. [acesso em 2015 jul 14]. Disponível em: http://www.sbce.med.br/

4. CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE CEFALEIAS – TERCEIRA EDIÇÃO (ICHD-3 beta) – Tradução portuguesa 2014. [acesso 2015 jul 13]. Disponível em: http://www.ihs-headache.org/binary_data/2086_ichd-3-beta-versao-pt-portuguese.pdf

http://www.enxaquecacronica.com.br/